quarta-feira, 18 de julho de 2007

Pânico

Estava aqui finalizando um trabalho e vendo o jornal da Globo quando me bateu um pânico.
Caiu um avião da TAM em São Paulo, saído aqui de Porto Alegre (acompanhei a notícia desde o acontecido, no final da tarde de hoje), e de repente me ocorreu que uma amiga minha muito querida estava viajando hoje pra lá. Fica um aperto no peito agora. Se não fosse tão tarde ligaria pra ela pra saber se está tudo bem. Amanhã vou fazer isso assim que o horário ficar viável. Que medo. Que tragédia esse tipo de acontecimento...

5 comentários:

Ingrid Steinstrasser disse...

E aí? Ela tava no vôo? Espero que não.

Thor disse...

Oi! Bah, não estava, graças a Deus, Descobri que ela chegou em sampa um pouco antes, o vôo foi no meio da tarde. Um alívio por isso, ainda que o acontecido seja bastante trágico, do mesmo jeito.

Windmaster A. Zack disse...

Felizmente por aki tbem nao foi nenhum conhecido i.i

ma bem, jah rolou o acidente desse ano. ateh o ano que vem, estamos a salvo i.i

Guilherme disse...

Provavelmente não... Não é só tu que sente-se assim. Sou uma pessoa complicada, meu modus operandi é moroso, as engrenagens escorregam e movimentam-se lentamente, tudo que faço busca tocar um fundo, um atrás: do pensamento, do íntimo - como preferirem.
Ler o que escrevo é complicado, admito. Há um desencadeamento, há sucessão. Os sentidos se enovelam, grudam-se por parcos filamentos. Já conversei com pessoas que sentem-se angustiadas, confusas ao ler o blog. Não conseguem. Quanto a isso, não posso fazer nada, rien, rien... Não é uma questão de mudar a forma como escrevo, isso seria de uma falta de sinceridade comigo mesmo. Talvez eu trabalhe no âmbito da "atenção flutuante", da qual tantos psicanalístas falem. Ondas alfa e ondas beta juntas, numa sintonia estarrecedora, num patamar imaginativo e lúdico. Se é isso, então para me ler deve-se estar, também, em "atenção flutuante", ou seja, ultrapassar alguma barreira, afrouxar essa rede - que é a mente. Entrar no jogo, é isso que pretendo, que entrem, ao me lerem, no jogo do íntimo onde tudo espoca em inconstância.

Tatiana disse...

Bem, já vi que está tudo bem com tua amiga. Que bom! Pensar que minha prima também saiu daquele aeroporto, pela TAM; mas um dia antes e p/Salvador... - ainda assim causa calafrio.

Realmente, tem coisas que não podemos evitar e, por isso, o pânico parece nossa única atitude diante desses acontecimentos, o que o torna mais terrível. Seu alívio é válido, sim. Sua preocupação não salvou a todos, mas fortaleceu a amizade, e, quem sabe, não salvou sua amiga, mesmo que inconscientemente?!

Uma semana mais tranquila p/vc!
:)

Bjo!