terça-feira, 25 de abril de 2006

Wishlist...

Seeu ganhasse na megasena...
e só assim...
Uma dessas duas estariam na minha sala amanhã!

egg ..............................................................................swan
.........
mas são apenas sonhos de consumo...

sexta-feira, 21 de abril de 2006

A Guerra dos Big Ads!

Feriado de Tiradentes.
Um dia pouco comum (aqui), fica um texto copiado de outro blog, que tem a qualdiade necessária para atrair minha leitura várias vezes na semana..

*retirado do Urban Stage, texto de Fabiano Spohr

No ano passado, a agência George Patterson Partners, criou para cerveja australiana Carlson Draught o Big Ad. O maior comercial da história. Com a trilha ao rítmo de Carmina Burana, eles se venderam como o maior e o mais caro comercial já produzido. O vídeo foi filmado na Nova Zelândia e contava com centenas de figurantes que formavam uma figura humana bebendo um copo de cerveja. É um vídeo fantástico. Conseguiram debochar da própria idéia e ainda tirar o fôlego de quem assiste pela primeira vez.Mas o sucesso do Big Ad incomodou a Budweiser. E o mais interessante foi a resposta da marca alguns meses depois. A marca americana fez uma paródia do vídeo da Carlson Draught tentando ser maior ainda que o do concorrente. E conseguiram. No no filme, uma garrafa formada por um mosaico humano de painéis, enche um copo de cerveja num estádio de futebol lotado. Os dois vídeos são geniais. Confira:

Carlson Draught Big Ad



Budweiser Big Ad

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Cara Nova

Um dia desses uma amiga me disse (na verdade ela escreveu e eu li) que quando uma mulher passa por uma mudança em sua vida, há uma necessidade dela refletir isso na aparência e que, segundo pesquisas, a grande maioria delas provoca essa transformação no cabelo.

Eu sei que não sou mulher, e que o blog não é meu cabelo, mas entrando na onda de refletir mudanças internas na aparência, aqui vai a nova cara do Ócios do Ofício...

abraços... e bom feriado!

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Nova Fase

Nova fase do Ócios do Ofício.
Vou começar a postar coisas úteis e que fazem parte do meu dia.
Sejam de ócio ou ofício

bom, ultimamente mais ócio, pq está fraco de trabalho...

E pra começar fazendo juz ao nome: alguns games muito bons...

.:*:.

1° Jigsaw Online

Matador e viciante, pra quem gosta de quebra cabeças...
tem umas 20 maneiras de corte, algumas muito difíceis, e várias imagens pra se escolher.



play here: jigzone

.:*:.

2° Sodoku Online

A nova febre dos games de lógica.



play sudoku here

.:*:.

3° Arkanoide circular

O nome eu que dei, baseado num antigo joguinho de pc.



play here

.:*:.

Boa páscoa!!!

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Normal Project

Abram alas para o projeto mais inovador da Malvados Inc.
(porque meu dia não podia ser melhor):

NORMAL PROJECT

O QUE É
A Fundação Normal Project promove e fomenta a utopia através de manifestações individuais dentro da lei, sem o uso de violência, depredação de patrimônio e perturbação da ordem.

GALERIA DE HERÓIS
A primeira pessoa que cumprir rigorosamente a proposta e enviar a foto ou vídeo comprovando a tarefa, terá seu material divulgado no site da fundação e receberá o cobiçado certificado atestando seu ato de bravura (apenas 100 certificados serão emitidos). Assim que uma proposta é cumprida, outra é colocada no ar. As antigas tarefas são disponibilizadas numa galeria de heróis do site.

FAÇA AMOR, NÃO FAÇA MERDA
O Normal Project não apóia e nem divulga nenhum outro ato de bravura que não os propostos pelo site da Fundação Normal Project.

missão 001
Deus lhe pague
Dificuldade: 5 Periculosidade: 6 Gasto estimado: $

Pagar sorvetes para no mínimo seis moradores de rua em uma rede de fast-food de sua escolha. O sorvete deve ser degustado por todo grupo numa mesa do interior da loja. Você deverá ainda abraçar o gerente com seus novos amigos ao final da comunhão. O primeiro a enviar as fotos comprovando a ação para a Fundação Normal Project leva o cobiçado diploma de bravura da entidade.


.:*:.

E nãod eixem de acessar o site e participar.
É de suma importância antropológica!

sábado, 8 de abril de 2006

Boredom

Estranho sábado entediante.
Vontade de ter uma vida normal.
Não acho minha vida normal.
Pensamentos mudando depressa.
Vontade de fazer coisas que o tempo
- ou a falta dele - não deixa.
Fotografar. Esculpir. Desenhar.

Será que a arte - e a ciência -
corrompem mesmo o homem?

Então hoje eu quero corrupção...

.:*:.

bom final de semana.

terça-feira, 28 de março de 2006

Porta de colégio

De algum lugar do passado...

Porta de Colégio
Affonso Romano de Sant'Ana

Passando pela porta de um colégio, me veio uma sensação nítida de que aquilo era a porta da própria vida. Banal, direis. Mas a sensação era tocante. Por isto, parei, como se precisasse ver melhor o que via e previa.
Primeiro há uma diferença de clima entre aquele bando de adolescentes espalhados pela calçada, sentados sobre carros, em torno de carrocinhas de doces e refrigerantes, e aqueles que transitam pela rua. Não é só o uniforme. Não é só a idade. É toda uma atmosfera, como se estivessem ainda dentro de uma redoma ou aquário, numa bolha, resguardados do mundo. Talvez não estejam. Vários já sofreram a pancada da separação dos pais. Aprenderam que a vida é também um exercício de separação. Um ou outro já transou droga, e com isto deve ter se sentido (equivocadamente) muito adulto. Mas há uma sensação de pureza angelical misturada com palpitação sexual, que se exibe nos gestos sedutores dos adolescentes. Ouvem-se gritos e risos cruzando a rua. Aqui e ali um casal de colegiais, abraçados, completamente dedicados ao beijo. Beijar em público: um dos ritos de quem assume o corpo e a idade. Treino para beijar o namorado na frente dos pais e da vida, como que diz: também tenho desejos, veja como sei deslizar carícias.
Onde estarão esses meninos e meninas dentro de dez ou vinte anos?

Aquele ali, moreno, de cabelos longos corridos, que parece gostar de esportes, vai se interessar pela informática ou economia; aquela de cabelos loiros e crespos vai ser dona de butique; aquela morena de cabelos lisos quer ser médica; a gorduchinha vai acabar casando com uma gerente de multinacional; aqula esguia, meio bailarina, achará um diplomata. Algumas estudarão Letras, se casarão, largarão tudo e passarão parte do dia levando filhos à praia e praça e pegando-os de novo à tardinha no colégio. Sim, aquela quer ser professora de ginástica. Mas nem todos têm certeza sobre o que serão. Na hora do vestibular resolvem. Têm tempo. É isso. Têm tempo. Estão na porta da vida e podem brincar.
Aquela menina morena magrinha, com aparelho nos dentes, ainda vai engordar e ouvir muito elogio às suas pernas. Aquela de rabo-de-cavalo, dentro de dez anos se apaixonará por um homem casado. Não saberá exatamente como tudo começou. De repente, percebeu que o estava esperando no lugar onde passava na praia. E o dia em que foi com ele ao motel pela primeira vez ficará vivo na memória.

É desagradável, mas aquele ali dará um desfalque na empresa em que será gerente. O outro irá fazer doutorado no exterior, se casará com estrangeira, descasará, deixará lá um filho - remorso constante. Às vezes lhe mandará passagens para passar o Natal com a família brasileira.
A turma já perdeu um colega num desastre de carro. É terrível, mas provavelmente um outro ficará pelas rodovias. Aquele que vai tocar rock vários anos até arranjar um emprego em repartição pública. O homossexualismo despontará mais tarde naquele outro, espantosamente, logo nele que é já um don juan. Tão desinibido aquele, acabará líder comunitário e talvez político. Daqui a dez anos os outros dirão: ele sempre teve jeito, não lembra aquela mania de reunião e diretório? Aquelas duas ali se escolherão madrinhas de seus filhos e morarão no mesmo bairro, uma casada com engenheiro da Petrobrás e outra com um físico nuclear. Um dia, uma dira à outra no telefone: tenho uma coisa para lhe contar: arranjei um amante. Aconteceu. Assim, de repente. E o mais curioso é que continuo a gostar do meu marido.
Se fosse haver alguma ditadura no futuro, aquele ali seria guerrilheiro. mas esta hipótese deve ser descartada.
Quem estará naquele avião acidentado? Quem construirá uma linda mansão e um dia convidará a todos da turma para uma grande festa rememorativa? Ah, o primeiro aborto! Aquele ali descobrirá os textos de Clarice Lispector e isto será uma iluminação para toda a vida. Quantos aparecerão na primeira página do jornal? Qual será o tranqüilo comerciante e quem representará o país na ONU?

Estou olhando aquele bando de adolescentes com evidente ternura. Pudesse passava a mão nos seus cabelos e contava-;hes as últimas estórias da carochinha antes que o lobo feroz assaltasse na esquina. Pudesse lhes diria daqui: aproveitem enquanto estão no aquário e na redoma, enquanto estão na porta da vida e do colégio. O destino também passa por aí. E a gente pode às vezes modificá-lo.

quarta-feira, 22 de março de 2006

Malvados

Porque lugar de sonho, definitivamente, é na padaria...

segunda-feira, 13 de março de 2006

Ancestralidade

Ouça no vento
O soluço do arbusto:
É o sopro dos antepassados.
Nossos mortos não partiram.
Estão na densa sombra.
Os mortos não estão sobre a terra.
Estão na árvore que se agita,
Na madeira que geme,
Estão na água que flui,
Na água que dorme,
Estão na cabana, na multidão;
Os mortos não morreram...

Nossos mortos não partiram:
Estão no ventre da mulher
No vagido do bebê
E no tronco que queima.
Os mortos não estão sobre a terra:
Estão no fogo que se apaga,
Nas plantas que choram,
Na rocha que geme,
Estão na floresta,
Estão na casa.
Nossos mortos não morreram.

Birago Diop (poeta africano)

.:*:.

Final de semana diferente e especial, viagem às raizes do Rio Grande do Sul, à terras carregadas de histórias e assombramentos. Engraçado como a história está sempre ao alcance de todos - por mais mal contada que seja, por mais unilateral versão do lado vitorioso - mesmo daqueles que não a vêem ou não a querem ver. Engraçado como deixamos de perceber certas verdade e acontecimentos passados carregados de medo e dor, de suspense e terror, e nos perdemos em outros temas fictícios sem saber que a arte, quase sempre imita a vida (muito mais do que o inverso).

Nunca me interessei muito por história. Sempre achei que era passado, que apesar das lições sobre o mundo e as pessoas, o homem devia fitar mais o futuro, ou talvez o presente.
Hoje tenho certeza que o passado é mais, é encantamento, fascinação.
Que a história vai além de um amontoado de datas para se decorar, de experiências que deram certo ou não.

Outra coisa: nunca pensei sentir tão intenso o chamado da terra. Sempre me considerei urbano, com grande necessidade de tecnologia, luzes, sons. Não sei descrever exatamente o que eu senti, não foi uma sensação que eu reconhecesse, mas estar em meio ao campo, longe de tudo, foi certo sentimento de liberdade. Ou autoconhecimento.

Assim que for um tanto mais dono de meu futuro, quero investir mais neste tipo de experiência.
Acho que falta aventura nas vidas de todos... A gente não quer só comida...

terça-feira, 7 de março de 2006

Degradação

Sei que deve ser mal de todas as cidades grandes
Que deve ser natural em todos os lugares onde a segregação econômica se faz muito presente
Mas é difícil se acostumar com a miséria e os contrastes urbanos.
Crianças cheirando cola e pedindo esmolas nos sinais e nas portas dos supermercados
Um circo de horrores e de comércio barato na passarela para a rodoviária
Familias inteiras de mendigos abrigados em um viaduto
Uma senhora grisalha recolhendo restos da lixeiras
Outra banhando-se num chafariz imundo

Nessas horas - e talvez só nelas - dê uma saudade do interior, onde as diferenças são bem menores e as pessoas são bem mais humanas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Ausência esquecida

Estou um tanto assustado com a quantidade de tempo que não paro pra escrever aqui.

Mas eu explico: depois que mudei pra Radar, meu micro não está mais em casa.
E apesar de ter um estepe fajuto que funciona quase a manivela, fica difícil ter ânimo de ligá-lo - e enfrentar um monitor velho e piscante que corre o risco de queimar a qualquer momento - pra ficar confabulando sobre o que postar.

Sim, tive muitas idéias e insights todos esses dias, mas também tive muito trabalho, que impediu de escapar das responsabilidades para postar no horário comercial.

Mas daqui a dois dias começa o carnaval, e essa época de ócio nacional, férias e apatia (de trabalho) me deixa com lacunas.
Então estou aqui, escrevendo, e logo mais passo nos blogs próximos pra espiar e comentar.

.:*:.

Nestes últimos dias, numa sexta à noite qualquer, andei confabulando sobre as transformações que as pessoas passam ao longo da vida.
É claro que fiz isso avaliando a minha vida, é difícil conhecer outras pessoas tão a fundo e por tanto tempo a ponto de criar toda uma teoria sobre a vida delas.

Quem consegue visualizar a si mesmo 10 anos no passado?
Não fisicamente, nem em comportamento, mas nos anseios e desejos e crenças.
Quem é capaz de invocar os paradigmas que regiam sua própria vida, o que era importante, o que fazia bem, o que deixava mal?

Eu não consigo mais.

Mudei muito ao longo deste tempo.
Mudanças graduais, certamente, mas também mudanças muito pontuais.

Quem já chegou num determinado ponto da vida com a sensação de que queria uma vida nova? Quem trocaria sem muito pensar de lugar com outra pessoa, ou então - a lá hollywood - mudaria de identidade, iria prum lugar desconhecido e começaria tudo de novo, novo nome, novas ideologias, novas rotinas?

Eu já tive esse desejo, mas não a coragem pra levar até o fim.
Tive uma oportunidade à cerca de 2 anos de mudar tudo, abandonar o passado completamente e tomar novos rumos. Mudar de cidade (uns 3 mil quilômetros), com um salário estável e muitas possibilidades abertas.

Fracassei. Na realidade nem tentei fazer desse jeito.
Procurei uma saída mais leve.: mudei meu jeito de ser, de encarar o mundo, mudei a imagem que eu via no espelho, joguei fora as ideologias bobas que a sociedade pregava e me rebelei bastante contra muitas coisas que eu mesmo imaginava certas.

Consegui virar, em termos, uma outra pessoa. Quem me conhecia bem a fundo naquela época (eram pouquíssimas pessoas), sabe bem do que eu falo, de tudo que aconteceu.

Foi algo muito bom na época, porque eu detestava o que era e gostei bastante do que me tornei.

Às vezes ainda tenho a sensação de que sou um grande mentiroso, que me enganei e continuo me enganando a cada dia. Noutras eu sinto que ainda não cheguei lá, ainda não estou onde preciso, e que tenho que fazer mais.

Exemplos?

Descobri que nisso tudo, me tornei muito tagarela, muito aberto com o mundo.
Odeio isso.
Grande parte do charme e do poder das pessoas vêm do mistério de suas vidas.
Como posso surpreender alguém se tenho uma necessidade quase total de falar?
Será que consigo um ouvidor eletrônico, sigiloso?

Também ando infeliz com meu status de não deprimido.
Acho que sinto falta de refletir sobre a vida.
Ser deprimido é ser de uma das alas enfermas do mundo.
Mas é mais saudável quem finge estar sempre bem?

Às vezes desejo secretamente ser apático.
Pessoas apáticas devem ser muito melhor aceitas.
Pessoas como eu, que vivem no limite de tudo, que têm dificuldade de ficar quietas, recebem olhares enviasados dos outros.

Queria poder dividir a minha pessoa em personalidades distintas (e ando trabalhando nisso). Pessoas diferentes pra cada situação, que se portem diferente (okay, isso é fácil) , que sintam diferente (difícil), desejem diferente (impossível).

Acho que, novamente, está na hora de provocar algumas mudanças graves.
O maior problema é: se eu não gostar do resultado, será que eu consigo voltar?

.:*:.

E bom festival da carne pra vocês... =)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Changes

Já faz algum tempo que não posto nada aqui...

Mas não é sem motivos, minha vida andou dando umas reviravoltar nesses ultimos tempos.
Voltas grandes, pra cima...

A melhor delas:
Desde segunda feira faço parte do mais charmoso e promissor escritório de arquitetura de Porto Alegre, a Radar Arquitetos!

O Site ainda não está atualizado, mas a partir de março estaremos matando..

E bom final de semana a todos...