sábado, 6 de outubro de 2007

Eu tenho...



...resultado de um passeio produtivo pela cultura numa produtiva manhã de sábado (e alguns reais a menos no bolso...). Depois de ler eu posto alguma resenha...


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A drop in the ocean

*trecho da introdução de "Ecodesign, the sourcebook", de Alastair Fuad-Luke, revised edition, pp 12

"Between 1950 and 1997 the production of world grain tripled, world fertilizer use increased nearly tenfold, the annual global catch of fish increased by a factor of five and the global water use nearly tripled. Fossil-fuel usage quadrupled and the world car fleet increased by a factor of ten. During the same period the destruction of the environment progressed on a massive scale. There was reduction in biodiversity. For Example, the world elephant population decreased from six million to just 600.000 and total tropical rainforest cover decreased by twenty five per cent. Average global temperature rose from 14.86°C to 15.32°C, largely owing to an increase in carbon dioxide emissions from 1.6 billion tonnes per annum in 1950 to 7 billion tonnes in 1997. CFC (chlorofluorocarbon) concentrations rose from zero to three parts per billion, causing holes in the protective ozone layer at the North and South poles.”

Desesperador?

Imagine quando nos aproximarmos de 2050 e nossa população mundial subir de 6 bilhões de pessoas para algo próximo de 20 bilhões (a estimativa, algo perto de 3 vezes a atual) e os recursos do planeta que já estão se esgotando deixarem de existir. Complicado pensar em soluções pra tudo isso.

O Design sem dúvida é um dos caminhos, mas a conscientização das pessoas sobre o que realmente pode acontecer com o final de suas vidas sem dúvida seria um lembrete luminoso sobre como economizar energia, evitar ao máximo resíduos, separar e reciclar lixo, investir em produtos, materiais, processos e bens de consumo que priorizem a idéia de baixo dano ao meio ambiente.

Difícil levar a sério sem ter essa noção exata do que nos espera. Mas será que é possível ignorar um alerta tão claro como esse?

sábado, 15 de setembro de 2007

Que país é esse?

Depois da palhaçada do senado dessa semana, só deu pra lembrar dessa música...

*por Renato Russo

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação

Que pais é este?

No Amazonas, no Araguaia, na Baixada fluminense
No Mato grosso, nas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão

Que pais é este?

Terceiro Mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão.

Que pais é este?

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Videos

pra marcar presença...
Propagandas de Seguro







segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O elogio do Amor Puro*

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. (...)

O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra.

Miguel Esteves Cardoso
*retirado de "O Crime de Laio"

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Madrugada

4:00 hs da manhã
já passando do coração da madrugada, e tantas janelas ainda (ou já) acessas com movimento. Curioso. A vida realmente não para.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Desabafo

Sabem aquele comportamento padrão - que algumas pessoas assumem - de se mostrar revoltado com tudo e com todos, distribuindo golpes em todas as direções, sem levar em conta o que realmente importa nesta vida?

Na maior parte do tempo eu ignoro.

...

Mas tem horas que eu odeio...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Mundo Perfeito

10 Itens pra vida ser mais fácil (ou devaneios pós dia de escravo):

1. Botão de "pause" que afete o tempo, praqueles momentos de preguiça opresiva em meio a dias agitados.

2. Vale-carona, pra agilizar as coisas quando se está atrasado e o ônibus não passa.

3. Poesia engarrafada, pra quando faltar inspiração.

4. Fondue de chocolate, para sábados frios.

5. Colo de mãe, pra momentos de tristeza e depressão desmedida.

6. Travesseiro com perfume da cara metade, pra noites frias e solitárias em que as preocupações não nos abandonam e o sono não vem.

7. Pílulas de música, pra aulas chatas intermináveis de professores carrancudos.

8. Cornucópia de literatura, pra manter o nível da mente sem esvaziar o do bolso.

9. Sorvete, pra todo sábado caloroso.

10. Óculos perspectivos, pra ver a vida mais leve.

A lista continuaria infinita, cada minuto do meu dia exigiria soluções descabidas dessas. quem dera pensamento positivo realmente fosse capaz de alterar as coisas...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Pânico

Estava aqui finalizando um trabalho e vendo o jornal da Globo quando me bateu um pânico.
Caiu um avião da TAM em São Paulo, saído aqui de Porto Alegre (acompanhei a notícia desde o acontecido, no final da tarde de hoje), e de repente me ocorreu que uma amiga minha muito querida estava viajando hoje pra lá. Fica um aperto no peito agora. Se não fosse tão tarde ligaria pra ela pra saber se está tudo bem. Amanhã vou fazer isso assim que o horário ficar viável. Que medo. Que tragédia esse tipo de acontecimento...

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Bizarrice

Estou a mais de 36 horas sem dormir e, no entanto, não creio já estar delirando. É impressão minha ou agora tem dois partidos novos fazendo propaganda na Tv: Democrata e Republicano. Tô me sentindo numa série de TV americana!

O jogo das cadeiras (e dos nomes, apostando com sucesso na falta de memória dos eleitores) da política brasileira é mesmo surpreendente. Não sei o que estou fazendo ainda aqui, estudando pra ganhar pouco.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Mensagem Póstuma

Nem vou comentar o hiato, ia me sentir repetitivo demais. Vamos ao post:

Hoje recebi uma mensagem assustadora - ou talvez deva dizer bizarra. Um email póstumo de uma amiga que faleceu no final de maio, e que deixou a mensagem para ser enviada pela família.

Gelei na hora. Não sei bem o que pensar a respeito.

Ela era super jovem, da minha idade, fiquei me perguntando o que eu faria se descobrisse ter um tempo curto de vida. Pânico. Não me sinto desapegado o suficiente pra encarar isso. Sei lá. As idéias andam bem confusas na minha cabeça por essses tempos. Acho que a vida é mais ou menos assim. Temos sempre muitas certezas, a cada momento, mas essas certezas não costumam durar muito mais do que o próprio momento, mudam, desaparecem, vão e voltam.

Não sei se foi uma boa voltar a postar com um assunto tão trash, eu tinha outros, ainda os tenho guardados aqui, mas foi um impacto momentâneo e sobre o qual eu tinha que fazer algo.

Plagiando um pouco da mensagem, não sei se ela estará num lugar melhor ou pior do que este, ou se estará em lugar nenhum, nem sei se ela viveu o suficiente, se aproveitou tudo da melhor forma. Só sei que, independente do tempo que eu tiver aqui, seja 30, seja 80, acho que vou sempre me sentir incompleto e despreparado na hora de partir.

Fique com Deus, Camila.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Distância

Nossa, 3 semanas e meia sem post. Nem parece tanto.
Novidades: Mudei de casa. Melhor que isso, mudei para a minha casa. Minha no sentido possessivo da palavra (afinal, a antiga também era minha, em termos): Minha! Minha casa! Meu apartamento! Não canso de dizer isso. É indescritível a sensação de ter uma casa nossa. Ando meio palhaço com isso. Deslumbrado. Também ando muito cansado e cheio de problemas colaterais. Primeiro a mudança e a bagunça. Agora uma luz cortada no meio da semana e eu aquui, virando noite na radar pra conseguir terminar trabalhos. Mais milhões de trabalhinhos de faculdade chatos, chatos... enfim, nada de tão novo (a não ser a notícia da casa), mesma vidinha simples de sempre, apenas uma felicidade constante que não se dissipa (e espero que nem o faça tão cedo), e muitos ajustes e retoques e planos e pesquisas sobre como transformar meu lar num bom lar.

Espero que todo mundo que passe por aqui esteja bem, e mandem notícias. Prometo voltar à atividade agora que as coisas devem se acalmar.